A forma de liderar não poderia ficar para trás na transformação digital e ela também vai mudar. O conceito Management 3.0 é recente e baseado nos métodos ágeis de gestão, inicialmente usado por TI, mas que tem despertado a atenção de outros segmentos. Isso porque ele auxilia empresas a repensarem suas estruturas e seus processos para se tornarem mais produtivas.
O Management 3.0 muda, na prática, a forma de atuação de liderança.
Fazendo uma analogia, o gestor deve atuar como um agricultor. Se você olhar bem, o agricultor não consegue fazer a muda germinar no momento exato ou na forma exata que determinou. Sabendo disso, o agricultor atua no ambiente (adubando, regando, protegendo e etc) e não diretamente na planta/semente. A ideia da comparação nasce do reconhecimento de que, por se tratar de um sistema vivo, não é possível determinar em detalhes e com exatidão como que as pessoas devem se comportar dentro de um time.
Assim, um bom líder não gerencia apenas pessoas, mas também o ambiente necessário para que as mesmas atuem, garantindo que o time tenha as condições necessárias para maximizar suas fortalezas.
As 6 visões do Management 3.0
- Energizar as pessoas: Pessoas são a parte mais importante das empresas e os gestores devem conseguir manter todas elas engajadas.
- Empoderar times: Times devem ser cada vez mais autônomos. Mas para isso será necessário, autonomia e confiança dos gestores.
- Alinhar restrições: Por mais engajadas que as pessoas estejam, se o foco não for único, toda estratégia poderá ser inútil.
- Desenvolver competências: São as pessoas que vão colocar em prática os planos que estão no papel, desenvolver essas pessoas deve ser prioridade da liderança.
- Crescer a estrutura: Este crescimento precisa ser consciente e com foco na qualidade, sempre.
- Melhorar tudo: Melhoria Contínua é lei! Errar está liberado, só não erra quem não tenta. Mas a ordem é errar rápido e corrigir rápido, para que a rota seja corrigida em direção às metas.
Sabe o ditado: “Enquanto algumas pessoas choram, outras vendem lenços”? Então, a líder precisa entender que o mundo é VUCA e a partir disso, desenvolver habilidades que o ajudem a inspirar o time dentro desse contexto.
Em seu livro: “Líder Ágil, Liderança VUCA”, Verônica Rodrigues usa o acrônimo do VUCA para criar a solução de gerenciamento desse cenário.
V – Vision (Visão) à Para lidar com a volatilidade, o líder precisa influenciar as pessoas, acreditar nelas e em si mesmo e focar naquilo que é mais importante para o resultado.
U – Understanding (Entendimento) à Nos cenários de incertezas, é preciso ter curiosidade, criatividade e compaixão em ajudar o outro. O líder precisa ter o seu olhar voltado para a inovação, trabalho em equipe e empatia.
C – Clarity (Clareza) à A complexidade pode se tornar aliada se o líder souber criar novas soluções, pensando com inovação e simplicidade.
A – Agility (Agilidade) à Errar rápido e corrigir rápido. Empoderar a si mesmo e a equipe vai ajudar a liderança em situações onde precisam ser tomadas ações ágeis.
O desenvolvimento e capacitação da liderança é a base para a construção de um time sólido que conseguirá atuar em cenários instáveis, com entregas consistentes.
Não adianta treinar todo um time primeiro e deixar o líder por último, ele é seu aliado nessa caminhada e o principal responsável por inspirar e engajar o time nessa construção para nossa nova realidade.
E você está investindo na sua liderança?
Vamos juntas?